BURBERRY: a marca que se reinventou e contou uma nova história
Quem não conhece o típico trench coat? Ou o cachecol com o padrão
tartan mais intemporal de sempre? Sim,
a Burberry é uma marca de luxo britânica bastante conhecida por todo o mundo.
Fundada em 1856 por Thomas Burberry, ela conta com uma enorme história no mundo
da moda.
Vende roupa de alta costura, perfumes, acessórios e cosméticos,
tudo inserido na categoria de luxo. E quem melhor para fazer as suas campanhas?
Pessoas que nos são tão conhecidas, como por exemplo, o ícone Kate Moss, a
modelo Cara Delevigne, a atriz Emma Watson e o ator Eddie Redmayne.
Apesar do seu grande sucesso, a marca passou por um período conturbado.
Para ultrapassar, recorreu ao rebranding.
Mas afinal o que é rebranding?
Rebranding é uma estratégia de marketing, pensada ao
pormenor, onde a organização decide rever o seu nome, logotipo, decisões de posicionamento
e diferenciação, público-alvo, etc, acabando por mudar a sua identidade. Normalmente
isto ocorre quando os objetivos da empresa não estão a ser concretizados. É
crucial quando a imagem da marca torna-se negativa na mente dos consumidores.
O caso da Burberry
Houve uma altura que esta marca de luxo foi associada a um
público-alvo diferente do que era inicialmente suposto. “Gang Wear” ou “Chav
Culture” foram as denominações utilizadas para descrever os seus consumidores,
que não correspondiam em nada aos valores da marca. Isto teve um forte impacto
nas suas vendas pois alterou-se completamente a imagem de marca. Mas isto não
ficou por aqui. Ao longos dos anos, a Burberry passou por mais algumas crises.
Quando Angela Ahrendts se tornou CEO da Burberry, deu-se todo
um processo de rebranding, onde foram adoptadas novas técnicas de marketing
para estar mais presente no muno da moda e, acima de tudo, contar uma nova história, fazendo
jus ao próprio logotipo da marca: um cavaleiro com um lema em latim “Prorsum”
que significa “forwards” (para a frente).
Contar histórias, dar experiências.
Como fazer isto? Recorrer ao Storytelling nas várias plataformas
da marca (Youtube, Instagram, …) contando toda a herança da Burberry ao público-alvo.
Enquanto consumidores adoramos conhecer mais sobre as marcas, adoramos que nos
contem histórias. Assim, atribuímos um determinado significado à marca. Não é apenas roupa, mas também experiências.
“Great brands and great businesses have to be great
storytellers too."
Houve claramente uma abertura à inovação, onde se adotaram o
uso das plataformas digitais, com livestreams de desfiles de moda, para fazer o storytelling da marca, o que acaba
por ser um conteúdo bastante interessante para se ter nestas plataformas.
Este é um exemplo de que é possível combinar a tradição e a
herança de uma marca de luxo, com a tecnologia e as novas formas de engagement
com os públicos. Há uma perfeita associação entre os valores da marca e a
maneira como estes nos chegam até nós.
"Burberry is
about heritage, but about making that heritage relevant for today, you have to make sure what you do is right for the moment you live
in. What makes things relevant? Without wishing to sound flaky, it’s a
sensitivity to the spirit we live by today.”



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